Cordão dos blocos unidos cada vez aumenta mais

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JORNAL O DIA – ONLINE
Por Adriana Cruz

O crescimento do Carnaval de rua do Rio fez surgir mais uma liga de blocos na cidade. Depois da Sebastiana, criada em 2000 e que reúne Simpatia É Quase Amor, Carmelitas, Escravos da Mauá & Cia, e da Desliga dos Blocos, que desde 2009 faz o contraponto à Sebastiana com os rebeldes Cordão do Boi Tolo, Exalta Rei e outros, chegou a vez da Liga Carnavalesca Amigos do Zé Pereira.

Idealizada pelo produtor musical Rodrigo Rezende e com a bênção do Cordão da Bola Preta, o Zé Pereira reúne 13 blocos do Centro e da Zona Sul, e tem a expectativa de arrastar cerca de 300 mil pessoas no Carnaval deste ano. A liga está inserida no Projeto Carnaval+Rio, bancado por uma grande cervejaria e uma marca de sandálias, que, através de incentivos fiscais estadual (ICMS) e federal (Lei Rouanet), promete oferecer mais estrutura, limpeza e segurança aos foliões.

Foliões do Vagalume, bloco ecológico do Jardim Botânico | Foto: Divulgação

“Nosso objetivo é mostrar a diversidade do Carnaval carioca e estimular os blocos a se profissionalizar sem perder a característica descontraída, típica do Carnaval de rua carioca. Queremos realizar um Carnaval democrático e de livre circulação, sem a venda de camarotes, abadás ou locais privilegiados”, explica Rodrigo Rezende.

A diversidade é, de fato, a marca da recém-criada liga, composta por blocos como Rancho Flor do Sereno, que desde 2000 resgata os tradicionais ranchos carnavalescos em Copacabana, em frente ao Bip Bip, reduto do samba carioca, passando pelo já famoso Céu na Terra, que arrasta multidões fantasiadas em Santa Teresa, e chegando às recentes novidades temáticas, como o Exalta Rei, que homenageia Roberto Carlos, ao Toca Rauuul, criado ano passado por fãs de Raul Seixas.

CIRCO PEGANDO FOGO
Amanhã é dia de Arlindo Cruz e Rogê no Circo Voador. Na quinta, o bloco Empolga às 9 recebe a turma do Farofa Carioca.

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